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Investigação
Projectos Terminados
MAPLIA - Da poluição atmosférica à avaliação local integrada
Instituição Financiadora: FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Ref:PTDC/AAG-MAA/4077/2012
Investigador Principal: João Paulo Teixeira
Equipa:
Data de início: 2013-01-01
Data de fim: 2015-02-01
Resumo:
A Directiva Europeia da Qualidade do Ar (DQA) (2008/50/CE) que, em 2008, veio substituir os documentos legais anteriormente em 
vigor, simplificou e reorganizou as orientações existentes, introduzindo novos conceitos. Enquanto as Directivas anteriores baseavam 
a avaliação da qualidade do ar essencialmente em dados de monitorização, a nova DQA dá ênfase aos modelos numéricos de 
qualidade do ar, encorajando o seu uso. Esta Directiva requer aos Estados Membros (EM) a implementação de Planos e Programas 
(PPs) de melhoria da qualidade do ar, adequados às zonas e aglomerações onde esta não esteja conforme os valores-limite impostos 
pela legislação. Destes PPs deve constar a avaliação do efeito de possíveis medidas de redução das emissões nos níveis de 
concentração de poluentes atmosféricos. Não obstante as melhorias registadas nos últimos anos ao nível da qualidade do ar nos 
vários EM, continuam a verificar-se excedências, em particular de matéria particulada, óxidos de azoto e ozono; Portugal não é 
excepção. 
Subjacente à melhoria, ainda necessária, da qualidade do ar na Europa, está a compreensão das causas dos níveis de não 
cumprimento dos objetivos estabelecidos e a análise das ferramentas disponíveis e habitualmente utilizadas na sua avaliação e 
previsão. Além disso, é importante incluir nas atuais metodologias de desenvolvimento de planos de qualidade do ar abordagens 
“integradas”, que considerem conjuntamente qualidade do ar e seus efeitos na saúde humana [1, 2]. De facto, tradicionalmente, as 
ferramentas de modelação consideram factores que influenciam directamente a qualidade do ar, como a dispersão e a deposição de 
poluentes, não incluindo por exemplo a exposição, ou outros indicadores relacionados com a saúde. 
Resumir, através das metodologias mais apropriadas, os efeitos positivos e negativos na saúde num único efeito cumulativo, 
possibilita a utilização de análises de custo-eficácia [3], o que constitui uma mais-valia para o processo de tomada de decisão. É por 
esta razão que, na última década, as metodologias de avaliação integrada têm vindo a receber destaque, tanto na literatura científica, 
como nas Directivas Europeias de qualidade do ar [e.g. 4, 5, 6].
Alguns modelos de avaliação integrada de qualidade do ar (que incluem avaliação do impacte na saúde humana) foram já 
desenvolvidos e implementados à escala continental, tais como os modelos RAINS e GAINS [3]. Contudo, estes modelos não foram 
desenvolvidos com detalhe suficiente para que possam apoiar o processo de tomada de decisão a uma escala sub-nacional (tanto 
sectorialmente como geograficamente), e portanto, não representam as áreas urbanas, onde a maior parte da população europeia 
habita e onde os impactes na saúde humana são mais pertinentes.
As metodologias de avaliação integrada da qualidade do ar devem, pois, basear-se numa aproximação bottom-up, considerando 
conjuntamente o processo de tomada de decisão, os processos dinâmicos associados à qualidade do ar, e a identificação das fontes e 
consequentes impactes na saúde humana, de uma forma consistente com as necessidades de cada situação local.
É esta a razão de ser do projecto MAPLIA: analisar a viabilidade de uma abordagem bottom-up, adequada ao planeamento integrado 
da qualidade do ar e adaptada às características locais, para as quais as políticas definidas a nível europeu ou no próprio país 
constituam uma restrição política.
Os objectivos específicos do MAPLIA são:
i. realizar uma revisão geral das metodologias utilizadas nos diferentes EM, desde as mais simples (e.g. cenários) às mais exigentes 
(e.g. análise de custo-benefício), para avaliar o impacte dos planos de qualidade do ar, ao nível local e regional, e as suas implicações 
ao nível da saúde. Será dada especial atenção aos PPs portugueses, e será seleccionado e caracterizado um PP em particular, que 
consistirá no caso de estudo do presente projecto;
ii. selecionar, caracterizar e adaptar um modelo de avaliação integrada passível de aplicação à escala local; 
iii. testar a ferramenta desenvolvida, na avaliação custo-eficácia de diferentes cenários / medidas para melhorar a qualidade do ar;
iv. comunicar aos principais interessados, em particular aos decisores políticos, o estado da arte do conhecimento científico relativo à 
avaliação integrada da qualidade do ar e à redução de emissões.
Para atingir os objectivos propostos:
- serão utilizados inventários de emissões atmosféricas, modelos de qualidade do ar e de exposição humana e dados relativos à 
saúde. Todos estes dados e ferramentas serão equacionados em conjunto, através de um sistema de avaliação local integrada, para a 
optimização de estratégias de redução das emissões;
- serão utilizados modelos para construir cenários, definir estratégias para um melhor planeamento, reduzir a exposição humana e, 
por fim, seleccionar as medidas mais adequadas do ponto de vista de custo-eficácia;
- foi criada uma equipa que inclui grupos experientes em qualidade do ar e economia ambiental (Universidade de Aveiro - UA), 
avaliação de impactes na saúde (Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto – ISP/UP) e modelação e avaliação integrada 
(Universitat Degli Studi di Brescia - UNIBS), e envolvida em projectos importantes nestas áreas.
Os dois principais resultados deste projecto serão: (a) uma revisão dos métodos de avaliação de qualidade do ar e saúde, no âmbito 
dos planos e programas para melhorar a qualidade do ar; e (b) um modelo de avaliação integrada adaptado e testado para aplicações 
à escala local – o sistema MAPLIA.





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