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Investigação
Projectos Terminados
Qualidade e dinâmica ósseas na infância: as alterações antropométricas longitudinais fazem diferença?
Instituição Financiadora: FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Ref:EXPL/DTP/EPI/0280/2012
Investigador Principal: Raquel Lucas
Instituições Participantes: ISPUP
Data de início: 2013-06-03
Data de fim: 2014-06-02
Resumo:

É reconhecido o elevado peso das fracturas osteporóticas na população adulta. No entanto, a abordagem actual à etiologia da fragilidade óssea parte da premissa de que existe um importante grau de conservação das propriedades ósseas ao longo do ciclo de vida. Desta forma, pensa-se que a probabilidade de fractura na vida adulta pode ser parcialmente prevista se se conhecer o pico de qualidade óssea atingido durante as primeiras décadas de vida. Neste contexto, os factores modificáveis que influenciam as propriedades ósseas são vistos como moduladores do atingimento desse pico. Os determinantes antropométricos da saúde óssea assumem particular importância, tendo em consideração as tendências recentes da frequência de excesso de peso e obesidade em muitas populações.
Presentemente, não é claramente compreendida a importância das variações antropométricas prospectivas, observadas desde o nascimento, na qualidade óssea durante a infância. Em particular, não sabemos se as variações longitudinais da corpulência acrescentam informação relevante na predição das propriedades ósseas, para além da antropometria medida de forma transversal.
Através da utilização de dados prospectivos recolhidos numa subamostra de uma coorte de nascimentos avaliada ao nascimento, aos 4 anos de idade e aos 8 anos, os objectivos principais são:
a)Quantificar, aos 8 anos de idade, as associações transversais entre o tamanho e a composição corporais e diferentes dimensões da qualidade óssea: propriedades físicas, maturidade e metabolismo ósseos;
b)Compreender se as variações antropométricas longitudinais acrescentam informação útil na predição das propriedades ósseas aos 8 anos de idade, para além da antropometria na mesma idade.

Para atingir estes objectivos, usar-se-ão dados de uma subamostra da coorte Geração XXI, uma coorte de nascimentos de base populacional estabelecida em 5 maternidades de nível III da área metropolitana do Porto entre abril de 2005 e agosto de 2006. No total, 8647 crianças e as respectivas mães foram recrutadas para o estudo. Aos quatro anos de idade, foi possível reavaliar 86% das crianças inicialmente recrutadas. Neste projecto usaremos uma grande quantidade de dados recolhidos nas avaliações anteriores, respeitantes ao nascimento (peso ao nascimento e índice ponderal) e aos 4 anos de idade (peso, índice de massa corporal e índice ponderal). Para o projecto presente, recolheremos informação adicional aos 8 anos de idade para uma amostra de 400 crianças (no âmbito do seguimento da coorte), que compreende 200 rapazes e 200 raparigas. Além dos dados antropométricos, este projecto incluirá especificamente dados sobre três dimensões da qualidade e dinâmica ósseas.
As propriedades físicas ósseas serão estimadas através dos seguintes parâmetros, obtidos por absorciometria de raios-X de dupla energia (DXA) de corpo inteiro: densidade mineral óssea, conteúdo mineral ósseo e área óssea. O grau de maturação óssea será avaliado aplicando o método de Greulich and Pyle à imagem densitométrica da região mão-punho não dominante. A velocidade do metabolismo ósseo será estimada através das concentrações séricas do propeptídeo N do procolagéneo tipo I (PINP) e da porção C-terminal do telopeptideo do colagénio tipo I, como marcadores da formação e reabsorção ósseas, respectivamente.

A partir desta informação usaremos as seguintes abordagens analíticas:

1. Quantificar as associações transversais entre a corpulência (altura, peso e índice de massa corporal) e a composição corporal (massa gorda e massa livre de gordura) aos 8 anos e:
1.1. as propriedades físicas ósseas aos 8 anos (densidade mineral óssea, conteúdo mineral ósseo e área óssea)
1.2. a idade óssea aos 8 anos
1.3. as concentrações séricas dos produtos da síntese e degradação do colagéneo (marcadores PINP e CTX)

2. Usar "path analysis" para quantificar a magnitude relativa das associações entre os parâmetros da qualidade óssea aos 8 anos e
 
2.1. antropometria ao nascimento
2.2. antropometria aos 4 anos
2.3. antropometria aos 8 anos

3. Especificamente com o objectivo de compreender se a redução de peso poderá ter um efeito detectável na qualidade óssea, iremos comparar as propriedades ósseas aos 8 anos entre:
3.1. crianças que permaneceram com peso normal durante todo o período de seguimento
3.2. crianças que se encontravam nos quantis superiores do tamanho corporal ao nascimento ou aos 4 anos mas cujo índice de massa corporal desceu para um valor saudável aos 8 anos

O conhecimento do impacto destas variações longitudinais, e em particular o resultado da perda de peso numa fase precoce da vida, será relevante para compreender o possível papel de intervenções dirigidas à perda de peso no desenvolvimento da resistência óssea. Numa perspectiva metodológica, será possível esclarecer se existe benefício numa abordagem longitudinal relativamente a uma perspectiva transversal, no que diz respeito ao desenvolvimento da qualidade óssea ao longo da vida.





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