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Investigação
Projectos Terminados
BONE DECADE - A década do osso em Portugal: tendências espacio-temporais da incidência de fracturas do fémur proximnal
Instituição Financiadora: FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Ref:PTDC/SAU-EP/113424/2009
Investigador Principal: Maria de Fátima de Pina
Instituições Participantes: INEB Porto/UP; FMUP; ISPUP; ENSP/FIOCRUZ; ICICT/FIOCRUZ; IRC;
Data de início: 2011-03-01
Data de fim: 2013-12-31
Resumo:

A osteoporose afecta milhões de pessoas em todo o mundo e a o surgimento de novos casos tende a aumentar devido ao envelhecimento da população mundial e ao aumento dos factores de risco. Os custos para a sociedade, tanto directos como indirectos, são muito altos.

As fracturas do cólo do fémur são a consequência mais grave da osteoporose e quase invariavelmente levam o doente a uma hospitalização para intervenção cirúrgica, normalmente por um longo período de recuperação. As taxas de mortalidade e morbilidade entre estes indivíduos são altas, quando comparadas com pessoas da mesma idade, que não sofreram fracturas.

A incidência das fracturas de colo do fémur varia entre os países e dentro do mesmo país. Na Europa, a taxas de incidência das fracturas osteoporóticas variam mais de sete vezes entre países do Norte e do Sul, o que sugere que as questões ambientais e geográficas devam ser melhor estudadas. A incidência de fracturas de colo do fémur em Portugal, de 2000 a 2002 apresentou diferenças geográficas bastante intensas com uma variabilidade de até três vezes entre as regiões. Alguns municípios apresentaram taxas de incidência tão altas quanto as de alguns países Nórdicos.

Estes resultados demonstram que é necessário um melhor entendimento da doença de maneira a melhor planear acções de prevenção. Apesar de muitos estudos concluirem que o envelhecimento da população implica num aumento linear das fracturas de colo do fémur, estudos mais recentes mostram que essa tendência vem se alterando e nos últimos anos foi possível perceber uma estabilização e até decréscimo destas fracturas, nalgumas regiões.

A incidência das fracturas do colo do fémur pode ser reduzida através da diminuição osteoporose, e da prevenção das quedas, que são a causa de mais de 90% do total de fracturas de colo do fémur. Mas, para prevenir é preciso planear intervenções eficientes na Saúde e para que as tomadas de decisão possam ser eficientes é necessário que se entenda como é que os eventos de saúde se comportam no tempo e no espaço, de maneira a estar apto a responder a perguntas tais como: há padrões de doença no espaço? Onde estão? Qual é a sua aparência? Porque estão ali? Irão ocorrer novamente? Estão a alterar-se ao longo do tempo?

O objectivo principal deste projecto é desenvolver um estudo espaço temporal, para entender melhor o problema das fracturas de colo do fémur e seus determinantes, na primeira década do século XXI em Portugal e projectar as tendência para as décadas futuras.

Iremos utilizar os SIG e análise estatística espacial para o desenvolvimento do estudo. Estudos de epidemiologia espacial são de grande interesse para os profissionais da área da saúde, uma vez que vão de encontro a um conceito amplo de saúde em que os indivíduos são vistos no seu contexto socioeconómico e cultural.

Iremos explorar e analisar uma fonte de informação rica e que tem sido pouco utilizada nos estudos epidemiológicos – a Base de Dados de Internamentos Hospitalares, gerida pela Administração Central do Sistema de Saúde – ACSS. Apesar desta base de dados ter sido originalmente concebida para atender a questões financeiras, adapta-se perfeitamente a estudos epidemiológicos, devido à riqueza de informação que contém.

Ao final deste projecto estaremos aptos a descrever o padrão espacial da incdência de fracturas de colo do fémur em Portugal, de 1997 a 2010, a entender a correlação destas fracturas com algumas variáveis ambientais e socioeconomicas, a descrever a tendência e a sazonalidade da incidência das fracturas do colo do fémur, a predizer as ocorrências futuras destas fracturas.





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